Efeito da variação da temperatura no desenvolvimento embrionário murino

Efeito da variação da temperatura no desenvolvimento embrionário murino

Alternative title Effects of temperature variation on mouse embryo development
Author Moriyama, Dóris Google Scholar
Advisor Lo Turco, Edson Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Urologia)
Abstract Objetivo: Estudar o efeito da variação da temperatura no desenvolvimento embrionário murino pré-implantação e no metabolismo dos embriões produzidos in vitro. Métodos: Este estudo foi dividido em 2 experimentos. Em ambos, os embriões murinos foram cultivados in vitro desde o estágio de zigoto até o estágio de blastocisto sob 3 variações de temperatura: Tratamento 1 (T1) a 37ºC durante o dia e 35,5ºC durante a noite, Tratamento 2 (T2) a 38,5ºC durante o dia e 37ºC a noite e Controle (C) a 37ºC constante. O Experimento I visava avaliar o efeito da variação da temperatura: (i) nas taxas de clivagem, mórula e blastocisto; (ii) na classificação morfológica dos blastocistos de acordo com Gardner et al., 2000 e SART, (iii) na fragmentação de DNA em blastocistos por meio do teste TUNEL e (iv) na secretômica embrionária do meio de cultura por espectrometria de massas. No Experimento I foram utilizados embriões C57BL/6J coletados a fresco e cultivados in vitro sob as 3 variações de temperatura em incubadoras tradicionais. O Experimento II visava avaliar o efeito da variação da temperatura: (i) na morfocinética embrionária por meio da tecnologia de time-lapse, (ii) na classificação morfológica dos blastocistos de acordo com Gardner et al., 2000 e SART, (iii) na expressão relativa dos genes Bax, Bcl2, Apaf-1 e Igf2 em blastocistos por qRT-PCR e (iv) na secretômica do meio de cultura de cada blastocisto cultivado individualmente, por meio de espectrofotometria. No experimento II foram utilizados embriões híbridos B6C3F1 x B6D2F1 congelados e incubadoras do tipo time-lapse. O Experimento I utilizou na análise estatística as unidades amostrais embrião individual e gota de meio de cultura. Já o Experimento II, utilizou como unidade amostral apenas o embrião individual. Resultados: No Experimento I, foi observada uma taxa de mórula significativamente superior no grupo T1, quando comparado ao grupo T2 e C, na análise por blastocisto (N=453) e por gota (N=78). Já grupo T2, destacou-se por uma taxa de blastocisto significativamente superior aos outros 2 grupos na análise por blastocisto (N=453). Com relação a classificação morfológica nos blastocistos, o grupo T1 mostrou notas significativamente inferiores e, portanto, blastocistos de menor qualidade, quando comparado aos 2 outros grupos de estudo. O grupo T1 também apresentou uma porcentagem de fragmentação de DNA 2 vezes maior quando comparado aos 2 outros grupos de estudo. A secretômica embrionária do meio de cultura demonstrou que os aminoácidos prolina e leucina eram os principais preditores da formação de blastocistos. Além disso, uma separação significativa do conjunto de metabólitos representativos do grupo T1 foi observada, enquanto T2 e C eram caraterizados por um conjunto metabólitos mais semelhantes. Os metabólitos característicos do grupo T1 apontavam um metabolismo estressado. No Experimento II (N= 161 blastocistos), com relação a morfocinética embrionária foram encontradas diferenças para as variáveis t2, t3, t4, ECC2, t5, t8, tSB, tB, tHB entre os grupos T1 e T2/C, sendo que os embriões pertencentes ao grupo T1 apresentaram um desenvolvimento mais lento quando comparados aos 2 outros grupos de estudo. Com relação a classificação morfológica dos blastocistos, o Experimento II apresentou resultados muito semelhantes aos do Experimento I. A análise da expressão diferencial do gene Apaf1 mostrou que o mesmo é significativamente mais abundante nos blastocistos do grupo T1 quando comparado ao grupo T2. A secretômica embrionária individual dos blastocistos mostrou novamente que o grupo T1 era caracterizado por um conjunto de metabólitos significativamente diferentes dos 2 outros grupos de estudo. O grupo T2, por sua vez, não demonstrou efeitos negativos em todo o estudo. Conclusão: A variação da temperatura altera o desenvolvimento embrionário e o metabolismo murino pré-implantação.
Keywords Desenvolvimento embrionário
Temperatura
Metabolômica
Imagem com lapso de tempo
Blastocisto
Camundongo
xmlui.dri2xhtml.METS-1.0.item-coverage São Paulo
Language Portuguese
Sponsor Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Grant number CAPES - 86967/2018-01
CNPQ - 140211/2017-9
Date 2020-12-17
Published in MORYAMA, D. F. Efeito da variação da temperatura no desenvolvimento embrionário murino. São Paulo, 2020. 109 p. Tese (Doutorado em Urologia) - Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP, São Paulo, 2020.
Research area Setor Integrado de Reprodução Humana
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 109 p.
Access rights Closed access
Type Thesis
URI https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/60071

Show full item record




File

Name: Dóris Ferreira Moriyama VERSÃO FINAL.pdf
Size: 16.88Mb
Format: PDF
Description: Tese de doutorado Dóris Ferreira Moriyama
Open file

This item appears in the following Collection(s)

Search


Browse

Statistics

My Account