Ambiente físico de escolas municipais e os riscos de acidentes com escolares

Ambiente físico de escolas municipais e os riscos de acidentes com escolares

Alternative title Municipal school environments and accident risks with schoolchildren
Author Tapia, Letícia Spina Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Gouvêa, Lélia Cardamone Autor UNIFESP Google Scholar
Abstract Introduction: accidents are a serious public health problem and have strong impact on population morbidity and mortality in Brazil. About 10% to 25% of these accidents occur at school. When entering the school, the child increases their limits of movement, interests and activities and their social life, in which accidents can occur. Promoting the school environment safe involves various factors, including the child developmental stages, socialization, education and the understanding that accidents are preventable. General objective: investigating municipal school environments of early childhood education and accident risks. Specific objectives: analyzing school accidents occurred and recorded in 2016, identifying teachers knowledge about the meaning of ‘accident' and 'accident prevention', knowing formative actions of accident prevention for school staff, identifying if there are educational actions for accident prevention carried out with students and their families, characterizing school environments in accordance with official recommendations. Methodology: Cross-sectional, quantitative and descriptive study. In this research participated seven Municipal Schools of Early Childhood Education - EMEIs from metropolitan region of São Paulo. After data collection instruments approval by Ethics and Research Committee of Federal University of São Paulo, a questionnaire was applied to 95 education professionals and 7 school directors, resulting in a total of 102 participants. Questionnaires were composed of closed questions in order to identify the following questions: prior training of education professionals regarding accident prevention, educational actions taken with students and their families, and knowledge about the meaning of 'accident' and its prevention. Regarding school directors, the purpose was to identify both security requirements and their knowledge of relevant legislation. EMEIs accident register books were analyzed in order to determine accidents characteristics. A technical visit was also made to recognize school environment, regarding to general requirements for basic safety. Data were statistically analyzed using Qui-Square test for contingency tables, Cochran G-test and Kruskal-Wallis variance analysis. Results: 948 accidents were identified in the investigated schools in 2016. Fall was the most common type of accident recorded (44.2%) followed by head trauma (20.3%) and other accidents (35.5%). Accidents occurred mainly in the park (58.9%), in the classroom (19.2%) and in other places (21.9%). However, none of the schools performed a full accident record that included all necessary information. Only one EMEI demonstrated a more efficient recording system, which allowed us to compute a more accurate number of school student accidents. Participants considered 'accident' mainly as something unforeseen (50%) and something that cannot be avoided (24%). Few professionals (20%) received prior instructions on school accident prevention. Of the seven school directors interviewed, four were aware of the School Accident Prevention and First Aid Program Legislation. Only two school directors knew the law, which establishes school environment as a priority space and one of them knew the law that deals with formation of School Civil Defense Group. Teachers were questioned about educational actions implementation on accident prevention. Sixty percent of them directed these actions to students and 36% took it to student’s families. Safe use of toys, adequate clothing for school activities, and safe delivery of medication to school were the main topics addressed by teachers in educational actions. For school accidents prevention they considered important to carry out these educational actions for both students and their families, as well as an adequate school structure. School environment partially met the safety requirements. Sanitary facilities and school furniture were compatible with age group, as well as the use of non-slip floor. However, none of the schools had appropriate protection for electrical outlets or safety nets. Conclusion: in daily school life, accidents are a reality and professionals carry out some educational actions on accident prevention, not only with students, but also with their families. It was found that people still misunderstand how accident occurs and they believe that it is an unforeseen event and something that cannot be avoided. It was observed that schools environments partially comply with safety recommendations and that accident record is incomplete in all units. We suggested a greater discussion in order to sensitize school staff for preventive strategies implementation, which maybe favored by intersectoral and interdisciplinary actions, aimed at the prevention of accidents.

Introdução: no Brasil, os acidentes, que envolvem pessoas, constituem-se em um sério problema de saúde pública e provocam forte impacto na morbidade e na mortalidade da população. Cerca de 10% a 25% desse tipo de acidente ocorre no ambiente escolar. A criança, ao ingressar na escola, amplia os seus limites de movimentação, de interesses e de atividades, bem como aumenta o seu convívio social, no qual os acidentes podem ocorrer. Promover um ambiente escolar seguro, envolve a compreensão de diversos fatores, entre os quais se incluem a fase do desenvolvimento da criança, da sua socialização e da sua educação; e o entendimento dos acidentes como uma situação passível de prevenção. Objetivo geral: investigar os ambientes das escolas municipais de educação infantil e os riscos de ocorrência de acidentes. Objetivos específicos: analisar os acidentes ocorridos e registrados nos espaços escolares no ano de 2016; identificar o conhecimento dos profissionais da educação acerca do termo ‘acidente’; conhecer as ações formativas, sobre prevenção de acidentes, destinadas à equipe escolar; identificar se existem ações educativas, para prevenção de acidentes, realizadas com os alunos e com os seus familiares; caracterizar os ambientes físicos das escolas, de acordo com as recomendações oficiais. Metodologia: estudo transversal, quantitativo e descritivo. Participaram do estudo sete Escolas Municipais de Educação Infantil – EMEIs, da região metropolitana de São Paulo. Após a aprovação dos instrumentos de coleta de dados, pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, um questionário foi aplicado a 95 profissionais da educação e a sete diretores, perfazendo um total de 102 participantes. Os questionários foram constituídos de perguntas fechadas, a fim de identificar as seguintes questões: a formação prévia dos profissionais da educação, a respeito da prevenção de acidentes; as ações educativas realizadas com os alunos e com os seus familiares; e o conhecimento acerca do termo ‘acidente’ e de sua prevenção. No que se refere aos diretores, o propósito foi identificar tanto os requisitos de segurança como o seu conhecimento a respeito das legislações pertinentes. Foram analisados os livros de registro de ocorrências das EMEIs, com o objetivo de determinar as características dos acidentes. Realizou-se também uma visita técnica para o reconhecimento do ambiente físico, no que diz respeito aos requisitos básicos de segurança. Os dados foram analisados estatisticamente por meio do teste Qui Quadrado para tabelas de contingência, Teste G de Cochran e análise de variância de Kruskal Wallis. Resultados: nas escolas investigadas, identificou-se a ocorrência de 948 acidentes no ano de 2016. A ‘queda’ foi o tipo mais comum de acidente registrado (44,2%), seguida do trauma na cabeça (20,3%) e de outros acidentes (35,5%). Os acidentes ocorreram, principalmente, no parque (58,9%), na sala de aula (19,2%) e em outros locais (21,9%). Todavia, nenhuma das escolas realizou, de maneira integral, um registro dos acidentes que incluísse todas as informações necessárias, e apenas uma EMEI demonstrou um sistema de registro mais eficiente, o que permitiu computar um número mais preciso dos acidentes ocorridos com seus alunos. Os participantes desse estudo consideraram o termo ‘acidente’, principalmente, como um imprevisto (50%) e algo que não pode ser evitado (24%). Poucos profissionais (20%) receberam instruções prévias sobre a prevenção de acidentes na escola. Dos sete diretores entrevistados, quatro conheciam a legislação sobre o Programa de Prevenção de Acidentes e Primeiros Socorros na Escola. No entanto, apenas dois diretores conheciam a lei, que estabelece o entorno escolar como um espaço de prioridade, e um deles conhecia a lei sobre a formação do Grupo de Defesa Civil Escolar. Foram feitos questionamentos aos professores com relação à realização de ações educativas sobre prevenção de acidentes. O resultado foi que 60% dos professores direcionavam esse tipo de ação aos alunos e (36%) deles conduziam essas ações aos familiares desses alunos. O uso seguro dos brinquedos, a vestimenta adequada para as atividades escolares e o envio seguro de medicações para a escola foram os principais temas abordados pelos professores, nas ações educativas. Consideraram importante, para a prevenção dos acidentes escolares, a realização dessas ações educativas tanto para os alunos como para os seus familiares, além de uma adequação da estrutura física da escola. O ambiente físico escolar atendeu, parcialmente, aos requisitos de segurança. As instalações sanitárias e mobílias escolares estavam compatíveis com a faixa etária, bem como o uso de piso antiderrapante. Contudo, nenhuma das escolas possuía proteção apropriada para as tomadas elétricas que se encontravam ao alcance das crianças nem redes de proteção em compartimentos localizados mais ao alto. Conclusão: os acidentes são uma realidade no cotidiano escolar e os profissionais realizam algumas ações educativas, sobre a prevenção de acidentes, não só com os alunos, mas também com os seus familiares. Constatou-se que permaneceu, equivocadamente, o entendimento acerca de como se dá o acidente, ou seja, que se trata de um imprevisto e de algo que não pode ser evitado. Observou-se que os ambientes físicos das escolas atendem, parcialmente, às recomendações de segurança e que o registro dos acidentes se apresenta incompleto em todas as unidades. Sugere-se uma maior discussão sobre o assunto nas escolas, a fim de sensibilizar a equipe para a implementação de estratégias preventivas, o que pode ser favorecido por ações intersetoriais e interdisciplinares, voltadas à prevenção de acidentes.
Keywords Accident Prevention
External Causes
Early School Education
prevenção de acidentes
causas externas
educação infantil
Language Português
Date 2018
Published in TAPIA, Letícia Spina. Ambiente físico de escolas municipais e os riscos de acidentes com escolares. 2018.169 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde) – Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde (CEDESS), Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2018.
Publisher Universidade Federal de São Paulo
Brasil
UNIFESP
São Paulo
Ensino em Ciências da Saúde
Extent 169f.
Origin http://www2.unifesp.br/centros/cedess/mestrado/teses/tese_230_leticia_tapia.pdf
Access rights Aberto
Type Dissertação de Mestrado
URI https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/51825

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Name: tese_230_leticia_tapia.pdf
Size: 2.982Mb
Format: PDF
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