Prevalência E Fatores De Risco Para Osteoporose E Fraturas Por Fragilidade Em Pacientes Com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Prevalência E Fatores De Risco Para Osteoporose E Fraturas Por Fragilidade Em Pacientes Com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Author Graumam, Roberta Queiroz Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Castro, Charlles Heldan De Moura Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Ciências Da Saúde Aplicadas À Reumatologia
Abstract Purpose: Osteoporosis is frequently ignored in patients with chronic obstructive pulmonary disease (COPD). This study aimed at evaluating the rate of osteoporosis, fragility fractures and body composition abnormalities in COPD patients. Patients and methods: A total of ninety-nine COPD patients (53 women, 64.5±9.6 years old and 46 men, 65.9±8.0 years old) underwent DXA with body composition analyses. Healthy individuals (not exposed to tabaco) matched by sex, age and body mass index (BMI) were used as controls (N=57). Patients answered a structured questionnaire on medical history, previous diagnosis and treatment of osteoporosis and performed spirometry, routine laboratory workout and conventional thoracolumbar radiography surveying for vertebral deformities. Timed up and go (TUG) test and Baecke questionnaire were used to measure physical activity. Results: Osteoporosis was found in 40.4% of the COPD patients against only 13.0% of the healthy controls (p=0.001). Only six patients had previous diagnosis of osteoporosis. Vertebral fractures (Genant’s Grade II and III) were seen in 24.4% of the men and 22.0% of the women with COPD. Patients with higher disease severity (GOLD 3 and 4) had higher rate of osteoporosis than patients GOLD 1 and 2 at the femoral neck (p=0.012) and total femur (p=0.02). Accordingly, BMD measurements were significantly lower in GOLD 3 and 4 patients as compared to healthy controls (p<0.001 for both men and women, ANOVA). GOLD 3 and 4 patients had also lower appendicular lean mass (ALM, p=0.002, for both men and women) and lower skeletal mass index (p=0.005, for women). Significant correlation between FEV1 and BMD at all skeletal sites was observed for women with COPD (p<0.001). Femoral neck and total femur BMD were significantly correlated to FEV1 in COPD men (r=0.409; p=0.006 and r=0.459; p=0.003, respectively) and women (r=0.638, p<0.001 and r=0.612, p=0.001, respectively). Multiple logistic regression analyses demonstrated that age was the main predictor of vertebral fracture in both men and women with COPD (OR=1.164 (1.078- 9.297); p<0.001), while plasma iPTH (OR=1.045 (1.005 – 1.088); p=0.029) and ALM (OR=0.99965 (0.99933 – 0.99997; p=0.031) were the main predictors of non-vertebral xvii fractures. ROC curve analysis showed that age above 63.5 years old was a good predictor of vertebral fractures (sensibility=77.5% and specificity=65.5%). Conclusion: A high prevalence of osteoporosis, vertebral fractures and low lean mass was observed in patients with COPD. More severe disease was associated with higher risk of low bone mass, low lean mass and fractures. Age, low ALM, high iPTH and osteoporosis were all significantly associated with fractures in COPD patients.

Introdução: A osteoporose é frequentemente negligenciada em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). No presente estudo avaliamos a frequência de osteoporose, fraturas por fragilidade e anormalidades da composição corporal em pacientes com DPOC. Fatores de risco para fragilidade esquelética e baixa massa magra foram também investigados. Pacientes e métodos: Um total de noventa e nove pacientes com DPOC (53 mulheres, 64,5 ± 9,6 anos e 46 homens, 65,9 ± 8,0 anos) foram submetidos à densitometria óssea da coluna lombar, quadril e corpo total com avaliação da composição corporal. Indivíduos saudáveis (não expostos ao tabaco) foram utilizados como controles, pareados por sexo, idade e índice de massa corporal (IMC) (N=57). Os pacientes responderam a um questionário estruturado sobre história médica, diagnóstico prévio e tratamento da osteoporose e foram submetidos à espirometria, exames laboratoriais e radiografia da coluna torácica e lombar para rastreamento de deformidades vertebrais. O teste “Timed up and go” (TUG) e o questionário de Baecke foram utilizados para mensurar a atividade física. Resultados: Osteoporose densitométrica foi encontrada em 40,4% dos pacientes com DPOC contra apenas 13,0% dos controles saudáveis (p=0,001). Apenas seis pacientes sabiam ter osteoporose. Fraturas vertebrais (Genant graus II e III) foram observadas em 24,4% dos homens e 22,0% das mulheres com DPOC. Os pacientes com maior gravidade da doença (GOLD 3 e 4) apresentaram maior frequência de osteoporose do que os pacientes GOLD 1 e 2 no colo do fêmur (p=0,012) e fêmur total (p=0,02). A DMO foi significativamente menor em pacientes GOLD 3 e 4 em comparação com controles saudáveis pareados por sexo, idade e IMC (p<0,001 para homens e mulheres, ANOVA). Pacientes com volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1%) < 50% também apresentaram menor massa magra apendicular (MMA, p=0,002, tanto para homens como para mulheres) e índice de massa muscular esquelética (p=0,005, para mulheres). Observou-se correlação significativa entre VEF1 e DMO, bem como VEF1% e DMO em todos os sítios esqueléticos para mulheres com DPOC (p≤0,001). O DMO do colo e do fêmur total xv foram significativamente correlacionadas ao VEF1 em homens (r=0,409; p=0,006 e r=0,459; p=0,003, respectivamente) e mulheres com DPOC (r=0,638, p<0,001 e r=0,612, p=0,001, respectivamente). As análises de regressão logística múltipla demonstraram que a idade foi o principal preditor de fratura vertebral em homens e mulheres com DPOC (OR = 1,164 (1,078-9,297), p <0,001), enquanto o PTHi plasmático (OR = 1,045 (1,005 – 1,088); p = 0,029) e a MMA (OR = 0,99965 (0,99933 - 0,99997); p = 0,031) foram preditores de fraturas não vertebrais. A análise da curva ROC mostrou que idade acima de 63,5 anos foi um bom preditor de fraturas vertebrais nesses pacientes (sensibilidade=77,5% e especificidade=65,5%). Conclusão: Observamos alta prevalência de osteoporose, fraturas vertebrais e baixa massa magra em pacientes com DPOC. A gravidade da doença foi associada com maior risco de baixa massa óssea, fraturas e baixa massa magra. Idade, menor MMA, PTHi elevado e osteoporose densitométrica foram associados significativamente com fraturas neste cenário clínico.
Keywords Osteoporosis
Chronic Obstructive Pulmonary Disease
Fragility Fractures
Lean Mass
Fev1
Bmd
Osteoporose
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
Fraturas De Fragilidade
Massa Magra
Dmo
Vef1
Language Portuguese
Date 2017-12-08
Research area Doenças Osteometabólicas
Knowledge area Propedêutica Em Reumatologia
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 81p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5239006
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50641

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