A Mamoplastia De Aumento E A Prática Do Aleitamento Materno

A Mamoplastia De Aumento E A Prática Do Aleitamento Materno

Author Marcacine, Karla Oliveira Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Abrao, Ana Cristina Freitas De Vilhena Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Enfermagem
Abstract Recent research shows that the number of aesthetic plastic surgeries is increasing in Brazil and worldwide and that women undergoing breast augmentation surgery tend to breastfeed for less time, compared to those without surgery. Purpose: To assess the repercussions of breast augmentation during breastfeeding in the first 30 days following delivery. Method: It consisted of a prospective cohort analysis performed at a private hospital in the city of São Paulo, SP in the period 2015-2017, with 240 women, 125 of whom had no surgery, with 115 who had undergone breast augmentation, through three evaluations – the first held between 12 and 72 hours, the second between the 5th and the 7th days, and the third between the 30th and the 32nd days after delivery. Results: The groups were homogeneous. In most women, the surgery had been performed up to 10 years prior, with inframammary incision and pre-pectoral implant placement. The mean prosthesis size was 267 ml. Almost all of the women were told that the surgery would not interfere with breastfeeding and more than half reported concern about breastfeeding. In the first evaluation, the group with breast augmentation presented lower rates of exclusive breastfeeding (EBF) (p=0,016). Regarding aspects related to the surgical characteristics (time elapsed from the surgery, access route, implantation site, and volume implanted), there were no significant differences in the rates of EBF over time, yet there was a significant decrease in percentage, in all groups evaluated. There was no statistical difference between the groups regarding early contact, maternal and child positioning, prehension, and suction. Over time, women who had undergone breast augmentation were less likely to show improvement in their positioning (p=0,0483) and there was a significant worsening of adequate prehension in both groups (p<0,0001). Milk abundance appeared earlier in the breast augmentation group (p=0,038), and there was no significant difference in the incidence of breast engorgement and milk production. Considering the surgical characteristics, appearance of milk, incidence of breast engorgement and milk production were not shown to be associated. The use of Oxytocin Spray was more frequent among women with breast augmentation in the first evaluation (p=0,041), and in both groups, there was a significant decrease in their use during the medical visits (p<0,0001). Over time, the use of galactagogues was more frequent in the breast augmentation group (p=0,049), and in both, there was a significant increase in its use (p<0,0001). According to the surgical characteristics, Oxytocin Spray was more frequently used by women with larger prostheses (p=0,040), while galactagogues was mostly used by those with retro pectoralis implants (p=0,029), both in the second evaluation. During the medical visits, there was a significant decrease in its use in all groups. Over time, galactagogues were more frequently used by women with an inframammary incision (p=0,0127), and there was a significant increase in their use by all groups. Artificial breasts were used mostly among women with breast augmentation at the third visit (p=0,038), as well as during the visits (p=0,0135); over time, in both groups, there was a significant increase of this practice (p<0,0001). There was no statistical difference between the groups regarding pain, pain score, or nipple lesion, and a significant decrease of these three variables was observed over time in both groups (p<0,0001). Considering the surgical aspects, the majority of the women who reported pain had a higher score and nipple lesion rates in the third evaluation, having performed the breast surgery more than 10 years ago (p=0,025, p=0,039, and p=0,021). A higher pain score in the left breast was identified among those with pre-pectoral implants at the second visit (p=0,046). Over time, all groups analyzed for time elapsed from the surgery, access route and volume implanted presented a significant decrease in pain rates and average pain score. On the other hand, the occurrence of nipple lesions showed the same decrease between the groups, followed by access route, implantation site, and size of the implanted prosthesis. Over time, there was a statistically different variation of the nipple lesion rate between the groups, according to the time elapsed from the surgery (p=0,020). Conclusion: Breast augmentation surgery and some of the characteristics interfered with breastfeeding within the first 30 days after delivery.

Pesquisas recentes mostram que o número de cirurgias plásticas estéticas é cada vez maior no mundo e no Brasil e que as mulheres submetidas à mamoplastia de aumento tendem a amamentar por menos tempo, quando comparadas àquelas sem cirurgia. Objetivo: Analisar as repercussões da mamoplastia de aumento no processo de amamentação nos primeiros trinta dias após o parto. Método: Tratou-se de uma coorte prospectiva realizada em Hospital privado da cidade de São Paulo/SP entre 2015 e 2017, com 240 mulheres, sendo 125 sem cirurgia e 115 com mamoplastia de aumento, por meio de três avaliações, a primeira, realizada entre 12 a 72 após o parto, a segunda, entre o 5º e 7º dia e, a terceira entre o 30º e o 32ª dia. Resultados: Os grupos foram homogêneos. Na maioria das mulheres, a cirurgia havia sido realizada há até 10 anos, com incisão inframamária e implantação pré-peitoral. O tamanho médio da prótese foi de 267mL. Quase a totalidade delas foram informadas de que a cirurgia não interferiria na amamentação e mais da metade referiu preocupação com relação a essa prática. Na 1ª avaliação, o grupo com mamoplastia de aumento apresentou menores taxas de aleitamento materno exclusivo (AME) (p=0,016). Quanto aos aspectos relacionados às características cirúrgicas (tempo decorrido da cirurgia, via de acesso, local de implantação e volume implantado), não foram observadas diferenças significantes nas taxas de AME ao longo do tempo, houve um decréscimo significante no seu percentual, em todos os grupos avaliados. Não houve diferença estatística entre os grupos quanto ao contato precoce, posicionamento materno e da criança, preensão e sucção. Ao longo do tempo as mulheres com mamoplastia de aumento foram menos suscetíveis a apresentarem melhora em seu posicionamento (p=0,0483) e houve uma piora significativa da preensão adequada da criança em ambos os grupos (p<0,0001). A apojadura ocorreu mais precocemente no grupo com mamoplastia (p=0,038) e não houve diferença significante na incidência de ingurgitamento mamário e na produção láctea. Considerando as características cirúrgicas, a ocorrência da apojadura, incidência de ingurgitamento mamário e a produção láctea não demonstraram-se associadas. O uso de Ocitocina Spray foi mais frequente entre as mulheres com mamoplastia de aumento na 1ª avaliação (p=0,041) e, em ambos os grupos, houve um decréscimo significante no seu uso durante as consultas (p<0,0001). Ao longo do tempo, a utilização dos galactagogos foi mais frequente no grupo com mamoplastia (p=0,049) e, em ambos, houve um acréscimo significante no seu uso (p<0,0001). Segundo as características cirúrgicas, a Ocitocina Spray foi mais utilizada pelas mulheres com próteses maiores (p=0,040) e os galactagogos, por aquelas com implante retropeitoral (p=0,029), ambos na 2ª avaliação e, durante as consultas houve um decréscimo significante no seu uso, em todos os grupos. Ao longo do tempo, os galactagogos foram mais utilizados pelas mulheres com incisão inframamária (p=0,0127) e, houve um acréscimo significante no seu uso por todos os grupos. Os bicos artificiais foram mais usados entre as mulheres com mamoplastia de aumento na 3ª consulta (p=0,038) e, também, durante as consultas (p=0,0135); ao longo do tempo, em ambos os grupos houve um acréscimo significante dessa prática (p<0,0001). Não houve diferença estatística entre os grupos quanto a dor, score de dor e lesão mamilar e, observou-se um decréscimo significante dessas três variáveis ao longo do tempo, nos dois grupos (p<0,0001). Considerando os aspectos cirúrgicos, a maior parte das mulheres que relatou dor, apresentou maior score e lesão mamilar na 3ª avaliação, havia realizado a mamoplastia há mais de 10 anos (p=0,025; p=0,039 e p=0,021). Identificou-se maior score de dor na mama esquerda entre aquelas com implante pré-peitoral na 2ª consulta (p=0,046). Ao longo do tempo, todos os grupos analisados quanto ao tempo decorrido da cirurgia, via de acesso e volume implantado apresentaram um decréscimo significante nas taxas de dor e na média do score de dor. Já a ocorrência de lesão mamilar, apresentou o mesmo decréscimo entre os grupos, segundo a via de acesso, o local de implantação e o tamanho da prótese implantada. Ao longo do tempo, houve uma variação estatisticamente diferente da taxa de lesão mamilar entre os grupos, de acordo com o tempo decorrido da cirurgia (p=0,020). Conclusão: A mamoplastia de aumento e algumas de suas características interferiram no aleitamento materno nos primeiros trinta dias após o parto.
Keywords Breast Feeding
Mammaplasty
Breast Implant
Breast Implatation
Aleitamento Materno
Mamoplastia
Implantes De Mama
Language Portuguese
Date 2017-09-28
Research area Cuidado Clínico De Enfermagem E Saúde (Ccdes)
Knowledge area Enfermagem, Cuidado E Saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 163p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5067253
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50504

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