Significado psicopatológico as experiências psicóticas na infância e adolescência

Significado psicopatológico as experiências psicóticas na infância e adolescência

Author Moriyama, Tais Silveira Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Bressan, Rodrigo Affonseca Bressan Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Psiquiatria e Psicologia Médica
Abstract Introduction: Psychotic experiences might represent a risk phenotype for mental disorders in children and adolescents. Current clinical guidelines recommend treatment of children and adolescents with psychotic experiences, regardless of the significance of such experiences. These recommendations are at odds with the lack of evidence concerning assessment of psychotic experiences in children and adolescents and risk factors associated with them. Objectives: To evaluate internal consistency of measurements of psychotic experiences in children and adolescents (self-report, clinical evaluation and the combination of both). To test the association of these measurements with risk factors for psychosis and psychiatric morbidity. To test if exposure to two different categories of traumatic life events is associated with increased scores of psychotic experiences. Methods: 2,241 children and adolescents aged 6 to 15 years were evaluated for the presence of 20 psychotic experiences according to self-report and clinical judgment. Psychologists read the questionnaires to children and lay interviewers read the questionnaires to parents to minimize influence of literacy levels on the evaluation. Additionally, psychologists clinically assessed all children for affect modulation, speech organization, and IQ. Parents provided information about their own mental health, and about children?s demographic data, traumatic life events, behaviours and emotions. Linear and logistic regression models were used to test association of psychotic experiences with general psychopathology, IQ, family history of psychotic experiences, speech organization, flattened affect, exposure to traumatic experiences. Results: Forty-six percent of children reported at least one psychotic experience and 15% had at least one psychotic experience endorsed by clinicians. Scores from both self-report and clinical judgment presented good internal consistency. Both scores were associated with psychiatric morbidity and clinical variables related to psychosis. The associations with predictors were more consistent for the scores of self-report corrected by clinical judgment than either measurement alone. Psychotic experiences classified as frequent or disturbing in self-report, but considered clinically irrelevant by psychologists, were significantly associated with general psychopathology and family liability for psychotic experiences. Traumatic events involving intention to harm were significantly associated with psychotic experiences, while traumatic events without intention to harm were not. Conclusion: Self-report and clinical assessment have good internal consistency and validity for the assessment of psychotic experiences in children and adolescents. The combination of both measurements is more informative for the identification of individuals at increased risk for mental disorders. Traumatic events with intention to harm are associated with higher scores of psychotic experiences, while accidents and loses are not.

Introdução: Experiências Psicóticas podem representar um fenótipo de risco para transtornos mentais em crianças e adolescentes. As diretrizes clínicas atuais recomendam que jovens com experiências psicóticas sejam referenciados para tratamento, independentemente do significando das mesmas. Essas recomendações contrastam com a falta de evidências sobre as melhores formas de avaliar experiências psicóticas na infância e adolescência e sobre os fatores de risco modificáveis que estão associados a elas. Objetivo: Avaliar a consistência interna de medidas de experiências psicóticas na infância e adolescência (auto-relato, avaliação clínica e a combinação das duas medidas). Testar a associação dessas medidas com fatores de risco para psicose e morbidade psiquiátrica. Testar se a exposição a diferentes eventos traumáticos de vida está associada a escores aumentados de experiências psicóticas. Métodos: 2.241 crianças e adolescentes com idade entre 6 e 15 anos foram avaliadas para a presença de 20 experiências psicóticas de acordo com auto-relato e julgamento clínico. Para evitar que o nível de letramento das crianças e dos pais interferisse com a avaliação, as psicólogas leram os questionários para as crianças e entrevistadores leigos leram os questionários para os pais. Adicionalmente, psicólogas avaliaram clinicamente todas as crianças com relação à modulação de afeto, organização de discurso e QI. Os pais proveram informações a respeito da própria saúde mental, dados demográficos das crianças, os comportamentos e emoções delas, bem como a história de exposição a eventos traumáticos das mesmas. Medidas de associação foram obtidas por modelos de regressão logística e linear em multi-nível. Nós testamos a associação entre EP com psicopatologia geral, atributos positivos, QI, história familiar de sintomas psicóticos, organização do discurso e aplainamento do afeto, exposição a eventos traumáticos. Resultados: Quarenta e seis por cento das crianças relataram pelo menos uma experiências psicóticas e 15% tiveram pelo menos uma experiência psicótica endossada pelos clínicos. Tanto os escores de auto-relato quanto o de julgamento clínico apresentaram boa consistência interna e se associaram com morbidade psiquiátrica e com variáveis clínicas relacionadas a psicose. As associações com fatores preditivos foi mais consistente para os escores de auto-relato corrigido por julgamento clínico que para cada um dos escores sozinho. Experiências psicóticas relatadas pelos jovens como sendo frequentes ou perturbadoras, mas consideradas clinicamente irrelevantes pelos psicólogos, se associaram significativamente com psicopatologia geral e herança familiar para sintomas psicóticos. Eventos traumáticos que envolvem intenção de ferir estiveram significativamente associados a maiores escores de experiências psicóticas, enquanto sem intenção de ferir não estiveram. Conclusão: Auto-relato e avaliação clínica têm boa consistência interna e validade para a avaliação de experiências psicóticas em crianças e adolescentes; a combinação de ambas as medidas é ainda mais informativa para a identificação de indivíduos em risco para transtornos mentais. Eventos traumáticos com intenção de ferir estão associados a maiores escores de experiências psicóticas, mas acidentes e perdas não estão.
Keywords transtornos psicóticos
psiquiatria preventiva
grupos de risco
transtornos mentais diagnosticados na infância
psiquiatria do adolescente
Language Portuguese
Date 2015-11-11
Published in MORIYAMA, Tais Silveira. Significado psicopatológico as experiências psicóticas na infância e adolescência. 2015. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2691834
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/49006

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