Progressão de erros de refração em escolares de região de baixa renda do município de São Paulo

Progressão de erros de refração em escolares de região de baixa renda do município de São Paulo

Author Nakanami, Celia Regina Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Salomao, Solange Rios Salomao Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Oftalmologia e Ciências Visuais
Abstract Introdução: Os erros de refração são a principal causa de deficiência visual em escolares e quando não corrigidos podem afetar o aprendizado e o rendimento escolar. A avaliação da progressão dos erros de refração em escolares e de fatores individuais, ambientais e familiares que possam influenciá-los podem fornecer dados epidemiológicas importantes quanto ao perfil refrativo ocular dessa população. A miopia é o principal erro de refração e evidências atuais revelam aumento da sua prevalência e progressão em populações asiáticas e também urbanas. As principais consequências dessa progressão são a deficiência visual, as morbidades relacionadas a miopia e o impacto na saúde pública, socioeconômico e do risco de cegueira. O conhecimento desses dados epidemiológicos também pode contribuir para o planejamento e implementação de ações de saúde ocular nessa população. Objetivos: Determinar a progressão dos erros de refração e avaliar possíveis fatores de risco associados. Métodos: Este estudo populacional longitudinal foi realizado de setembro de 2008 a dezembro de 2009. A população estudada originou-se de um estudo basal prévio, realizado em escolares de baixa renda, com idade de 11 a 14 anos, provenientes de escolas públicas do ensino fundamental no ano de 2005. A amostragem foi realizada por conglomerados em três distritos: Vila Jacuí, Ermelino Matarazzo e São Miguel Paulista. Os escolares com deficiência visual por erros de refração não corrigidos foram convidados para novo exame oftalmológico sob cicloplegia. Para identificar e avaliar fatores de risco para a progressão de erros de refração foi aplicado um questionário de informações familiares e outro para caracterização de hábitos de atividades visuais dos escolares. Para análise estatística foram consideradas as seguintes variáveis: conglomerado, sexo, idade, cor da pele, estado refrativo, acuidade visual, média do equivalente esférico, uso de óculos e fatores de risco para progressão identificados no questionário aplicado aos escolares, além da escolaridade dos pais e uso de óculos pelos mesmos. Resultados: Dos 218 jovens do estudo basal elegíveis para o novo estudo, 138 foram examinados, com taxa de resposta de 63,30%. Todos os escolares míopes no estudo basal permaneceram míopes no estudo longitudinal; dos 16 emetropes, 4 (25%) tornaram-se míopes, 2 (12,5%) hipermetropes e 10 (62,5%) permaneceram emetropes. Entre os hipermetropes, 28 (80%) permaneceram hipermetropes e 7 (20%) tornaram-se emetropes. Para progressão de -0,50D, 101 (74,26%) jovens apresentaram evolução miópica e para -1,50D, 37 (22,80%) tiveram progressão negativa. A progressão miópica foi estatisticamente maior nos olhos míopes (P=0,047) e nos que apresentaram acuidade visual <20/63 no olho de melhor visão (P=0,02). O uso de óculos por ambos os pais dos participantes teve associação significante tanto para progressão miópica de -0,50 D (EE) (P=0,011) como para progressão de -1,50D (EE) (P=0,055). O uso da visão em tarefas para perto mostrou associação significante com a progressão miópica (P=0,032). Conclusões: A progressão dos erros de refração na população de escolares de baixa renda do município de São Paulo foi miópica. Em 74% dos escolares houve uma progressão miópica de pelo menos -0,50D (EE) e esta progressão foi maior nos olhos que já eram míopes e nos olhos com visão inicial não corrigida, compatível com deficiência visual moderada no estudo basal. O uso de óculos por ambos os pais, assim como atividades mais intensas para perto foram fatores de risco para progressão miópica. A progressão do astigmatismo foi miópica e associada ao valor do astigmatismo basal, ou seja, quanto menor o valor do astigmatismo basal, menor foi a chance de progressão negativa.
Keywords erros de refração/epidemiologia
miopia/epidemiologia
progressão da
Language Portuguese
Date 2013-03-27
Published in NAKANAMI, Celia Regina. Progressão de erros de refração em escolares de região de baixa renda do município de São Paulo. 2013. 173 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 173 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=111797
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48431

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