Avaliação do impacto do treinamento resistido progressivo na melhoria da capacidade funcional de pacientes com artrite reumatóide

Avaliação do impacto do treinamento resistido progressivo na melhoria da capacidade funcional de pacientes com artrite reumatóide

Author Lourenzi, Felipe Martinelli Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Natour, Jamil Natour Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Ciências da Saúde Aplicadas à Reumatologia
Abstract Introdução: A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que acomete pequenas e grandes articulações de forma simétrica, acarretando destruição da cartilagem e sinovites, podendo ocorrer o ?pannus?. Nos casos agressivos e não tratados pode ocorrer deformidade e incapacidade. As articulações mais frequentemente acometidas são mãos, punhos, interfalângicas proximais, metacarpofalângicas, metatarsofalangicas, joelhos, cotovelos, tornozelos, ombros e quadris. Antigamente, acreditava-se que os exercícios eram benéficos para a amplitude de movimento (ADM) e força muscular (FM), mas os mesmos podiam causar prejuízos. Atualmente, vários estudos comprovam que os exercícios são seguros e benéficos para o condicionamento aeróbio na AR, mas com relação à atividade da doença, habilidade funcional, dor e qualidade de vida os estudos são inconclusivos. Estudos sobre a efetividade do treinamento resistido progressivo global em AR são escassos. Por isso, torna-se necessário realizar um ensaio clínico que busque avaliar o impacto do treinamento resistido progressivo global em pacientes com AR. Objetivo: Avaliar a efetividade do treinamento resistido progressivo global na melhoria da capacidade funcional, qualidade de vida, dor e FM de pacientes com AR. Tipo de estudo: Ensaio clínico controlado e randomizado com avaliador cego. Material e métodos: Foram incluídos 60 pacientes classificados com AR pelos critérios do ACR (1988), com idade entre 18-65 anos, com medicação estável, que não estavam realizando atividade física, não tinham outra doença osteomuscular e ausência de contraindicação para realizar atividade física. Foram contatados cento e treze pacientes (113) e apenas sessenta (60) foram incluídos. Os pacientes foram randomizados em dois grupos. O grupo intervenção (GI) realizou o programa de fortalecimento durante 12 semanas, duas vezes por semana. O grupo controle (GC) não realizou exercícios de fortalecimento, recebendo apenas tratamento medicamentoso estabelecido pelo médico reumatologista. O programa de fortalecimento resistido progressivo (PFRP) consistia de exercícios para os seguintes grupos musculares: flexores e eretores de tronco, adutores e flexores do ombro, flexores e extensores do joelho, adutores e abdutores do quadril,flexores e extensores do cotovelo, elevadores do ombro e flexores e extensores dos punhos, todos realizados com 50% e 70% de uma Repetição Máxima (1RM), utilizando máquinas de fortalecimento muscular específico para cada grupo muscular e halteres. A carga foi reavaliada após seis e 12 semanas da avaliação inicial. A atividade da doença (DAS 28) foi avaliada por uma médica reumatologista e a avaliação da capacidade funcional (HAQ), qualidade de vida (SF-36), força de preensão (dinamômetro), força muscular (RM), quantidade de medicamento consumida e avaliação de dor (END) foram realizadas no início do estudo, na 6ª e na 12ª semana por um avaliador cego. Resultados: Dos 60 pacientes incluídos neste estudo, 33 foram alocados para o grupo controle e 27 pacientes para o grupo intervenção. Na análise intergrupos usando o ANOVA de medidas repetidas, foram encontrados melhores resultados para o grupo intervenção no HAQ (p=0,001), em alguns domínios do SF-36 (capacidade funcional: p<0,001; dor: p=0,002 e aspectos sociais: p=0,049), no END (p=0,035) e na força muscular (preensão da mão direita: p<0,001; preensão da mão esquerda: p<0,001; flexores do joelho direito: p=0,001; flexores do joelho esquerdo: p=0,003; extensores do joelho direito: p=0,009; extensores do joelho esquerdo: p=0,032). Contudo, não foi observada diferença estatisticamente significante no que diz respeito ao consumo de medicamento entre os grupos (p>0,05). Conclusão: Por meio dos resultados obtido neste estudo, foi possível concluir que o treinamento resistido progressivo é efetivo para a melhora da capacidade funcional de pacientes com artrite reumatoide avaliado pelo HAQ. Além disso, o treinamento resistido progressivo melhorou a dor, a qualidade de vida de acordo com o SF-36 (capacidade funcional, dor, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental) e a força muscular de alguns grupos musculares exercitados.
Keywords artrite reumatoide
treinamento de resistência
força muscular
ensaio clínico controlado aleatório
Language Portuguese
Date 2015-02-26
Published in LOURENZI, Felipe Martinelli. Avaliação do impacto do treinamento resistido progressivo na melhoria da capacidade funcional de pacientes com artrite reumatóide. 2015. 94 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 94 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1796213
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48162

Show full item record




File

File Size Format View

There are no files associated with this item.

This item appears in the following Collection(s)

Search


Browse

Statistics

My Account