Impacto do teste ergométrico em pacientes com artrite reumatoide, espondilite anquilosante e lúpus eritematoso sistêmico, assintomáticos do ponto de vista cardiovascular, antes de iniciar um programa de exercícios físicos supervisionados

Impacto do teste ergométrico em pacientes com artrite reumatoide, espondilite anquilosante e lúpus eritematoso sistêmico, assintomáticos do ponto de vista cardiovascular, antes de iniciar um programa de exercícios físicos supervisionados

Author Klemz, Barbara Nascimento de Carvalho Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Pinheiro, Marcelo de Medeiros Pinheiro Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Ciências da Saúde Aplicadas à Reumatologia
Abstract Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte em todo o mundo, incluindo indivíduos da população geral e em pacientes com doenças reumáticas inflamatórias sistêmicas (DRIS). Esses pacientes têm elevado risco para eventos coronarianos e cerebrovasculares mesmo na ausência dos fatores de risco tradicionais, pois a inflamação crônica per se também é considerada um importante fator de risco para DCV. Além do tratamento farmacológico, os exercícios físicos regulares, em especial os supervisionados, têm sido implicados como relevante estratégia não medicamentosa para reduzir o risco de DCV. No entanto, para essa prática, os pacientes com DRIS precisam ser adequadamente avaliados. Uma das maneiras de melhor identificar esse risco é por meio do teste ergométrico (TE), que é um método universalmente aceito para o diagnóstico das DCV. Não existem recomendações específicas para a realização de TE antes do início dos programas de exercícios físicos em pacientes com DRIS. Além disso, esse estudo se faz necessário devido à ausência de recomendações específicas para a avaliação do risco CV em pacientes com DRIS antes da prescrição de exercícios físicos. Objetivos: Avaliar o impacto do TE antes da prescrição de EFS para pacientes com DRIS. Pacientes e Métodos: Este estudo é uma compilação de três ensaios clínicos randomizados (ECR), longitudinais, placebo-controlados, não duplo-cegos, avaliando pacientes com artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e espondilite anquilosante, comparando-os com um grupo controle. Foram avaliados dados de pacientes com artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e espondilite anquilosante, fornecidos pelos ensaios, dentre os quais: idade, sexo, índice de massa corpórea (IMC), presença de fatores de risco, medicação utilizada, índices de atividade de doença e capacidade funcional, além de dados relativos aos testes ergométricos realizados no momento daqueles estudos, obtidos através do laudo deste exame. Resultados: Os grupos AR e LES eram compostos, apenas, por mulheres. Por sua vez, o grupo de pacientes com EA era composto por ambos os sexos, sendo 63,2% do sexo masculino. A maioria dos pacientes dos três grupos apresentava algum fator de risco para DCV, sendo a HAS sobrepeso e obesidade eram mais frequentes. Os pacientes apresentavam índices de atividade de doença leve a moderada no LES, moderada na AR e moderada a alta na EA. Pacientes com EA apresentavam maior gravidade e limitação funcional. Observou-se menor consumo de oxigênio (VO2 estimado) e maior frequência cardíaca de repouso nos três grupos de pacientes quando comparados ao CS. Pacientes com LES, AR e EA apresentaram maior número de alterações no TE em relação aos seus controles, sendo o comportamento hipertensivo ao exercício e alteração na recuperação da frequência cardíaca no primeiro minuto mais frequentes na AR. Além disso, os pacientes apresentavam mais frequentemente incompetência cronotrópica do que os CS. A doença, per se, foi a principal variável implicada nos três grupos de pacientes como mais associada com TE positivo. Conclusão: A positividade do teste ergométrico foi maior em pacientes com DRIS, sem sintomas cardiovasculares, do que em indivíduos saudáveis pareados para sexo, idade e IMC. As principais alterações do teste ergométrico foram comportamento anormal da pressão arterial, incompetência cronotrópica e a alteração da recuperação da frequência cardíaca no primeiro minuto. Há necessidade de realizar o TE antes da prescrição de EFS para pacientes com DRIS, a fim de identificar pacientes com DCV subclínica (ou latentes) e garantir a segurança da intervenção.
Keywords artrite reumatoide
espondilite anquilosante
lupus eritematosos sistêmico
exercícios físicos supervisionados
teste ergométrico
doenças cardiovasculares
Language Portuguese
Date 2014-08-15
Published in KLEMZ, Barbara Nascimento de Carvalho. Impacto do teste ergométrico em pacientes com artrite reumatoide, espondilite anquilosante e lúpus eritematoso sistêmico, assintomáticos do ponto de vista cardiovascular, antes de iniciar um programa de exercícios físicos supervisionados. 2014. 118 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 118 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1307841
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48160

Show full item record




File

File Size Format View

There are no files associated with this item.

This item appears in the following Collection(s)

Search


Browse

Statistics

My Account