Qualidade de vida e aspectos psicossociais em pacientes com deficiência visual secundária à uveíte

Qualidade de vida e aspectos psicossociais em pacientes com deficiência visual secundária à uveíte

Author Silva, Luci Meire Pereira da Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Muccioli, Cristina Muccioli Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Oftalmologia e Ciências Visuais
Abstract Objective: To evaluate the quality of life in individuals with visual impairment secondary to uveitis and its association with sociodemographic, clinical and psychosocial aspects. Materials and Methods: Eighty individuals with bilateral visual impairment were selected , reversible or not, secondary to infectious or non-infectious uveitis; diagnosed for at least 12 months, from the Department of Ophthalmology of São Paulo Hospital/Federal University of São Paulo. Data were collected through individual interviews, using four forms; the SF-12v2, HADS, NEI-VFQ-25 and a specific form developed to collect clinical and sociodemographic information. A retrospective review of medical charts was performed to confirm the eligibility criteria. Project approved by the UNIFESP/HSP Ethics Committee. Results: Considering the date of diagnosis of uveitis, the mean age was 42.8 y.o and, considering the date of the interview, 48.8 y.o; 63.8% female and 52.5% white, 90% lived with a spouse and/or family, 46.3% married, 72.5% had a family income of up to R$ 3,000.00. Regarding schooling; 33.8% with primary education, 48.8% with high school education and 13.8% with higher education. Due to visual impairment, 56.2% reported change of occupation; 57.5% permanent reduction of familiar income; 52.5% reduction in workload; 58.7% received retirement and 8.8% were formally employed. Forty-five porcent was diagnosed with infectious uveitis being tuberculosis and toxoplasmosis reported as the main causes and; 55% diagnosed with non-infectious uveitis, being 43.2% idiopathic and 27.3% Vogt-Koyanagi-Harada. Moderate low vision or blindness found in 63.8% and severe blindness in 36.3% of patients. The duration of the ocular disease was under 5 years in 58.8% of the sample. Presence of systemic comorbidities was observed in 77.5% of patients, hypertension and depression were the most frequent. Presence of other ocular diseases were found in 78.8% of the sample, cataract and glaucoma most frequently. The most commonly used therapies were the single use of systemic corticosteroids (32.5%) and the associated use of corticosteroids and immunosuppressive (16.3%). Considering the last 12 months, 50% of patients reported occurrences of falls. The average number of medical visits for eye treatment and/or associated complications, was 15.2 / SD ± 10.7 by year. Mean scores of quality of life questionnaires were: CFS and CMS 43.3± 9.9 and 44.9± 12.2 measured by SF-12 and EGC of 36.6 ± 15.1 by VFQ-25. Anxiety symptoms were found in 65.1% and depression in 32.5% of patients, as measured by the HADS. Conclusion: Our sample showed reduced quality of life scores related to visual function and health. Sociodemographic, psychosocial aspects and clinical conditions have significant associations with the subscales of the quality of life questionnaires as well as the anxiety and depression symptoms.

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em indivíduos com deficiência visual secundária à uveíte e sua associação com aspectos sociodemográficos, clínicos e psicossociais. Materiais e Métodos: Foram selecionados, no Departamento de Oftalmologia do Hospital São Paulo/Universidade Federal de São Paulo, 80 indivíduos com deficiência visual em ambos os olhos (acuidade visual pior ou igual a 20/70 no olho de melhor visão), reversível ou não, secundária à uveíte infecciosa ou não infecciosa, diagnosticada há pelo menos 12 meses. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais, utilizando quatro formulários: o SF-12v2, o HADS, o NEI-VFQ-25 e o formulário do estudo, para coleta de informações clínicas e sociodemográficas. Revisão retrospectiva dos prontuários foi realizada para confirmação dos critérios de elegibilidade. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP/HSP. Resultados: Considerando-se a data do diagnóstico de uveíte, a média de idade foi de 42,8 anos e, considerando-se a data da entrevista, 48,8 anos; 63,8% eram do sexo feminino e 52,5% brancos, 90% deles viviam com cônjuge e/ou família, 46,3% casados, 72,5% com renda familiar de até R$ 3.000,00. Com relação ao grau de instrução, 33,8% com ensino fundamental, 48,8% com ensino médio e 13,8% com ensino superior. Devido à deficiência visual, 56,2% relataram alteração de ocupação profissional; 57,5% redução permanente de renda; 52,5% redução de carga horária de trabalho; 58,7% recebiam aposentadoria e 8,8% encontravam-se formalmente empregados. Quanto às características clínicas, 45% com uveíte infecciosa, sendo tuberculose e toxoplasmose as principais causas, e 55% com diagnóstico de uveíte não infecciosa, sendo 43,2% idiopáticas e 27,3% Vogt-Koyanagi-Harada. Baixa visão ou cegueira moderada observada em 63,8% e cegueira grave em 36,3% dos pacientes. O tempo de duração da doença ocular foi inferior a cinco anos em 58,8% da amostra. Foram observadas comorbidades sistêmicas em 77,5% dos pacientes, sendo hipertensão e depressão as mais frequentes. Presença de outras doenças oculares ocorreu em 78,8% da amostra, sendo catarata e glaucoma as mais frequentes. As terapias mais utilizadas foram o uso isolado de corticosteroide sistêmico (32,5%) e o uso associado de corticosteroide e imunossupressor (16,3%). Considerando os últimos 12 meses, 50% dos pacientes relataram ocorrências de quedas. A média de consultas médicas para tratamento ocular e/ou complicações associadas, foi de 15,2/ano (SD ± 10,7). A média dos escores dos questionários de qualidade de vida foi: CFS 43,3 ± 9,9 e CMS 44,9 ± 12,2 (SF-12) e EGC 36,6 ± 15,1 (VFQ-25). Sintomas de ansiedade foram observados em 65,1% e de depressão em 32,5% dos pacientes, medidos através da escala HADS. Conclusões: Esta amostra apresentou escores reduzidos de qualidade de vida relacionada à função visual e à saúde geral. Aspectos sociodemográficos, clínicos e psicossociais mostraram associações significativas com as subescalas dos questionários de qualidade de vida e com os sintomas de ansiedade e depressão.
Keywords uveitis
quality of life
low vision
anxiety
depression
uveíte
qualidade de vida
baixa visão
depressão
ansiedade
Language Portuguese
Date 2014-01-12
Published in SILVA, Luci Meire Pereira da. Qualidade de vida e aspectos psicossociais em pacientes com deficiência visual secundária à uveíte. 2014. 113 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 113 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1785341
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48025

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