Tratamento cirúrgico da incontinência urinária de estresse devido à deficiência esfincteriana presumida, após cirurgia de próstata: revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados

Tratamento cirúrgico da incontinência urinária de estresse devido à deficiência esfincteriana presumida, após cirurgia de próstata: revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados

Author Silva, Laercio Antonio da Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Atallah, Alvaro Nagib Atallah Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Saúde Baseada em Evidências
Abstract Background: Urinary incontinence as a sequel to prostate surgeries for benign or malignant disease is well known, being an outcome often feared and having significant negative impact on quality of life of patients. Conceptually, the post- prostatectomy urinary incontinence can be caused by sphincter dysfunction and / or bladder dysfunction. Most men with post- prostatectomy incontinence (60-100%) had stress incontinence, which is the complaint of involuntary leakage of urine on effort. This may be consequent to intrinsic sphincter deficiency and can be treated with surgery. Surgical treatment includes: injection of substances that cause increase in volume occluding portions of the urethra, male slings, implantation of inflatable balloons that partially occlude the urethra, implantation of artificial urethral sphincter and stem cells therapy. Objective: To determine the effects of surgical treatment for urinary incontinence related to presumed sphincter deficiency after prostate surgery. Methods: Systematic review of randomized trials evaluating surgical interventions for treating urinary incontinence after prostatectomy. We searched the following electronic databases up to December 2012: Cochrane Incontinence Group Specialized Register, MEDLINE via PubMed, EMBASE, LILACS . A manual search of reference lists of relevant studies and conference proceedings was performed and experts in the field were contacted to locate studies. Two reviewers selected, assessed methodological quality and extracted data from relevant studies. Results: Only one study with 45 participants met the inclusion criteria. The 45 patients were classified into two groups: with minimal incontinence (n = 21) and total incontinence (n = 24) and were randomly assigned to implantation of the artificial urinary sphincter (AMS 800 ®) (n = 11 and n = 11, respectively) or Macroplastique injection (n = 10 n = 13). The follow-up ranged from six to 120 months. Overall in the study, men treated with artificial urinary sphincter were more likely to become dry (18/22, 82% ) than those injected with treatment (11 /23, 47,8%) (OR= 5.67, CI 95%: 1.28 to 25.10). However, this effect was only significant for men with more severe incontinence (OR=8.89, CI 95 %: 1.40 to 56.57) with wide confidence intervals. More serious complications occurred in the group implanted with the artificial urinary sphincter and the costs were higher. Conclusion: The evidence currently available is limited because only a small randomized trial was identified. Although the result is favorable to the implantation of the artificial urinary sphincter in the group with severe urinary incontinence, this should be considered with caution due to the small sample size and uncertain methodological quality of the study.

Contexto: A incontinência urinária como sequela de cirurgias de próstata por doença benigna ou maligna é bem conhecida, sendo um desfecho frequentemente temido e tendo impacto negativo significante na qualidade de vida do portador. Conceitualmente, a incontinência urinaria pós-prostatectomia pode ser causada por disfunção esfincteriana e/ou disfunção vesical. A maioria dos homens com incontinência pós-prostatectomia (60 a 100%) apresenta incontinência urinária por estresse, que é a queixa de perda involuntária de urina aos esforços. Isso pode ser consequente à deficiência intrínseca do esfíncter e pode ser tratada com cirurgia. O tratamento cirúrgico inclui: injeção de substâncias que causam aumento volumétrico ocluindo porções da uretra, slings masculinos, implante de balões infláveis que ocluem parcialmente a uretra, implante de aparelho esfincteriano artificial e terapia com células-tronco. Objetivo: Avaliar a efetividade e segurança do tratamento cirúrgico da incontinência urinária devida à provável deficiência do esfíncter após cirurgias de próstata. Métodos: Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados avaliando intervenções cirúrgicas para tratamento de incontinência urinária pós-prostatectomia. Foram pesquisadas as seguintes bases de dados eletrônicas, até dezembro de 2012: Cochrane Incontinence Group Specialised Register; MEDLINE via PUBMED; EMBASE; LILACS. Foi realizada busca manual da lista de referências dos estudos relevantes, anais de congressos, e especialistas da área foram contatados para localização de estudos. Dois revisores selecionaram, avaliaram a qualidade metodológica e extraíram os dados de estudos considerados relevantes. Resultados: Apenas um estudo com 45 participantes preencheu os critérios de inclusão. Os 45 pacientes foram classificados em dois grupos, com incontinência mínima (n=21) e incontinência total (n=24) e foram indicados aleatoriamente para implantação de esfíncter urinário artificial (AMS 800®) (n=11 e n=11 respectivamente) ou injeção de macroplastique (n=10 e n=13). O acompanhamento variou de seis a 120 meses. No estudo, como um todo, os homens tratados com esfíncter urinário artificial apresentaram maior probabilidade de estarem secos (18/20, 82%) do que aqueles com tratamento injetável (11/23, 46%) (OR=5,67, IC 95%: 1,28 a 25,10). No entanto, este efeito só foi estatisticamente significante para os homens com incontinência mais grave (OR=8,89. IC: 95% 1,40 a 56,57) com intervalos de confiança amplos. Ocorreram complicações mais graves no grupo submetido a implante de esfíncter urinário artificial e os custos foram mais elevados. Conclusão: A evidência disponível no momento é limitada porque apenas um pequeno ensaio clínico randomizado foi identificado. Embora o resultado seja favorável à implantação de esfíncter urinário artificial no grupo com incontinência urinária grave, este deve ser considerado com cautela devido ao pequeno tamanho da amostra e a qualidade metodológica incerta do estudo.
Keywords urinary incontinence
prostatectomy
surgery
systematic review
incontinência urinária
prostatectomia
cirurgia
revisão sistemática
Language Portuguese
Date 2013-11-27
Published in SILVA, Laercio Antonio da. Tratamento cirúrgico da incontinência urinária de estresse devido à deficiência esfincteriana presumida, após cirurgia de próstata: revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados. 2013. 130 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 130 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=858059
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48019

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