Consumo de álcool no padrãobeber pesado episódico: um levantamento nacional

Consumo de álcool no padrãobeber pesado episódico: um levantamento nacional

Author Castro, Daniel Socrates de Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Laranjeira, Ronaldo Ramos Laranjeira Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Psiquiatria e Psicologia Médica
Abstract Alcohol consumption is responsible for 4% of all deaths in the world, reaching A number of 2.5 million deaths / year. More than half of these deaths are related to Specific pattern of alcohol consumption, the "episodic heavy drinking." This pattern of consumption Exposes the drinker to situations of risk, such as damages to physical health, alcoholic overdose, violence (Including fights, domestic violence and homicides), traffic accidents, school difficulties, Suicide, increasing alcohol-related harm. Objective: Investigate partner differences Demographic differences among Brazilians who drank in binge with greater or lesser frequency over Of the year prior to the survey, as well as the problems related to the practice of BPE in different Frequencies. Methods: Rigorously selected sample in probabilistic procedure in Multiple stages throughout the Brazilian territory, from November 2005 to April 2006, composed of By 3007 individuals in 143 municipalities. BPE was defined as the consumption of 5 or more doses Of alcohol on a single occasion for males and 4 or more doses for females. O Reged logit regression model was used to establish relationships between characteristics And the frequency in the practice of BPE, as well as the association between different Frequencies of BPE with problems associated with alcohol. Results: We found that men Are 2.9 times more likely to become more binge than women. Residents of the southern region Have twice as much chance of doing more binge when compared with the residents of the region southeast. The age groups between 18 and 44 years presented a greater chance than 4 times of Have a higher frequency of BPE than adolescents. Those with the highest family income among Respondents were 2.3 times more likely to practice BPE than Those who had the lowest income. Single people have a 50% higher risk than married couples, Have more heavy drinking episodes. When compared to that part of the sample Studied up to elementary school, those who had ongoing or full tertiary education, Were 50% less likely to have more episodes of heavy drinking. About Religion, Protestants / Evangelicals presented, when compared to Catholics, a chance to 70% lower than practicing more episodes of binge. Regarding the problems related to the BPE, Among those who reported having been injured in an accident, there is a 17 times greater chance That they are classified in the portion of the sample that they drank in binge more frequently. Among those who said they lost their job, there is a fivefold likelihood of them Belong to the group who drank more in binge than the group who drank less binge. Those Who started fights or beat / assaulted someone in the last year, as well as those who were Threatened to be abandoned by family members presented a chance about 4 times greater Of having drunk more binge, compared to those who drank less binge. Conclusion: The highest chance of people who drink in binge in Brazil is to be male, young Adults, single, low schooling, high family income and no religion. In addition, a Higher frequency of BPE was positively associated with an increase in the occurrence of all Problems associated with alcohol use.

O consumo de álcool é responsável por 4% de todas as mortes no mundo, alcançando um número de 2,5 milhões de mortes/ano. Mais da metade dessas mortes está relacionada a um padrão específico de consumo de álcool, o "beber pesado episódico". Esse padrão de consumo expõe o bebedor a situações de risco, tais como danos à saúde física, overdose alcoólica, violência (incluindo brigas, violência doméstica e homicídios), acidentes de trânsito, dificuldades escolares, suicídios, aumentando os danos relacionados ao álcool. Objetivo: Investigar diferenças sócio demográficas entre os brasileiros que beberam em binge com maior ou menor frequência ao longo do ano anterior à pesquisa, bem como os problemas relacionados à prática do BPE em diferentes frequências. Métodos: Amostra rigorosamente selecionada em procedimento probabilístico em múltiplos estágios em todo o território brasileiro, de novembro de 2005 a abril de 2006, composta por 3007 indivíduos, em 143 municípios. O BPE foi definido como o consumo de 5 ou mais doses de álcool em uma única ocasião para o sexo masculino e 4 ou mais doses para o sexo feminino. O modelo de regressão logito ordenado foi utilizado para estabelecer as relações entre características sociodemográficas e a frequência na prática do BPE, bem como a associação entre diferentes frequências de BPE com problemas associados ao álcool. Resultados: Encontramos que homens têm 2.9 vezes mais chances de fazerem mais binge do que as mulheres. Moradores da região sul têm o dobro de chance de fazerem mais binge quando comparados com os moradores da região sudeste. As faixas etárias entre 18 e 44 anos apresentaram uma chance maior do que 4 vezes de terem maior frequência de BPE do que os adolescentes. Aqueles com maior renda familiar dentre os entrevistados apresentaram 2.3 vezes mais chance de praticarem BPE quando comparados com aqueles que tinham a menor renda. Os solteiros têm 50% mais risco do que os casados, de apresentarem mais episódios de beber pesado. Quando comparados com a parte da amostra que estudou até o ensino fundamental, aqueles que tinham ensino superior em curso ou completo, apresentavam 50% menos chance de apresentarem mais episódios de beber pesado. Em relação à religião, os Protestantes/Evangélicos apresentaram, quando comparados aos Católicos, uma chance 70% menor de praticar mais episódios de binge. Já em relação aos problemas relacionados ao BPE, dentre aqueles que relataram terem se machucado em um acidente, há uma chance 17 vezes maior de que eles estejam classificados na parcela da amostra que bebeu em binge com maior frequência. Entre os que disseram ter perdido o emprego, há uma probabilidade 5 vezes maior de eles pertencerem ao grupo que bebeu mais em binge do que o grupo que bebeu menos binge. Aqueles que iniciaram brigas ou bateram/agrediram alguém no último ano, bem como aqueles que foram ameaçados de serem abandonados por familiares apresentaram uma chance cerca de 4 vezes maior de terem bebido mais binge, comparando-se àqueles que beberam menos binge. Conclusão: A maior chance das pessoas que bebem em binge no Brasil é serem do sexo masculino, jovens adultos, solteiros, com baixa escolaridade, com alta renda familiar e sem religião. Além disso, uma maior frequência de BPE associou-se positivamente a um aumento da ocorrência de todos os problemas associados ao uso do álcool pesquisados.
Keywords alcohol consumption
brazil
epidemiology
beber pesado episódico
consumo de bebidas alcoólicas/ frqueência
brasil
epidemiologia
problemas relacionados ao álcool
Language Portuguese
Date 2014-04-30
Published in CASTRO, Daniel Socrates de. Consumo de álcool no padrãobeber pesado episódico: um levantamento nacional. 2014. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2133981
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46198

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